sábado, 27 de fevereiro de 2021

Lições com o BBB 21

 


Durante esse tempo que estive ausente, me vi tentada em alguns momentos a falar sobre o que tenho observado acontecer no BBB21. Tinha parado de acompanhar o programa há algumas edições, não por causa daquela vaidade de se achar superior por não assistir, mas porque era tudo muito do mesmo e para mim ficou chato. A primeira motivação foi saber que uma das participantes é da minha cidade João Pessoa, logo após comecei a perceber um comportamento estranho de alguns participantes. O Fiuk com a história de chorar e pedir desculpa por ser homem, hétero, cisgênero e vários outros termos que não entendo, demonstrando claramente que veio com o discurso decorado para poder ganhar ponto com a militância. Logo depois surgiram as bizarrices e contradições mais absurdas possíveis, protagonizadas por Lumena, Karol e Lucas.  Sem falar da forma de ataque mais cruel utilizada, a tortura psicológica. Eu nunca presenciei algo parecido acontecendo, admito que fiquei bastante assustada de observar como acontece.

 


Algumas pessoas estão encarando como um fato isolado, uma exceção. Mas afirmo com convicção que é apenas um retrato da nossa sociedade atual, o programa só fez colocar holofote nos comportamentos cruéis que presenciamos em nosso meio, principalmente nas redes sociais. E entro na minha maior crítica dos últimos tempos, comportamento cruéis surgindo de pessoas que aparentemente defendem causas nobres, mas as utilizam como escudo para despejar seu profundo ódio e desrespeito pelo ser humano. Defendem cegamente os iguais, mesmo se o comportamento deles forem absurdos e criminosos, e foda-se o resto. Sinto muito, tenho um respeito imenso por alguns militantes, acho bonito demais como eles atuam em defesa dos seus direitos, são extremamente necessários para que não haja opressão, mas a linha é muito tênue para que você se torne um escroto, precisa ter um controle muito grande para não se perder. O senso de humanidade deveria ser grande o suficiente para não te cegar, para não levar você a odiar o outro gratuitamente, apenas por ele não ser igual a você.

É nesse momento que entra o meu maior interesse nessa edição, observar como as pessoas estão se comportando nesse atual cenário conturbado. Eu preciso analisar e enxergar as atitudes danosas das pessoas para que eu consiga ficar cada vez mais distante. Essa é a didática que utilizo na maioria das decisões que faço na minha vida, observo os demais e defino se quero aquilo para mim ou não. Obviamente não acerto todas as vezes, já tive a percepção de atitudes minhas que hoje me arrependo. Acredito realmente que tudo deveria servir para um exercício de autoavaliação, o exame de consciência precisa ser uma prática quase que diária.

Temos muito o que aprender, refletir e corrigir. Que esses exemplos sirvam como alerta para que possamos tomar decisões e dar um direcionamento mais coerente nas nossas vidas.