Saudade de ter um momento em silêncio contemplando a paisagem;
Saudade do olhar carinhoso seguido por um sorriso bobo;
Saudade de uma longa conversa sobre coisas aleatórias da
vida;
Saudade de encostar a cabeça no ombro;
Saudade de dividir pensamentos e reflexões malucas sobre a
vida sem julgamentos;
Saudade do abraço apertado e inesperado;
Saudade de gargalhar com uma brincadeira;
Saudade de ouvir palavras bonitas sobre você;
Saudade de estar presente além de estar perto;
Saudade de uma companhia leve e que te traz paz;
Foi só falar em saudade que o aperto
no peito chegou novamente, é difícil abrir o coração e falar o que se sente,
sem ao menos achar muito brega. Mas sejamos francos, não há nada mais
gostoso do que as breguices do coração. E olhe que nem estou apaixonada, hoje
do nada me vi praticamente uma poeta, daí você tira o quanto posso ser boba
quando decido deixar o coração falar.
Hoje me permiti fazer morada na
saudade, lembrar de tudo que já me deixou feliz, abrir a caixa de memórias e
tentar resgatar sensações. Por mais que seja cruel não poder revivê-las, só de
lembrar já deixa o coração aquecido.
Agora o que eu faço com essa saudade?