quarta-feira, 6 de março de 2019

Por que ter um blog?




Na minha adolescência até os dias de hoje adquiri um hábito que ocupa parte do meu tempo: pensar. Em um livro que li recentemente, destacava bem a importância desse hábito como algo transformador para assegurar o controle da sua vida. Exemplos como o de Jeff Weiner, presidente-executivo do LinkedIn, que reserva 2 horas por dia para isso, descobrindo assim uma ferramenta de produtividade valiosa. Ou Bill Gates, que tira uma semana de folga para ler e pensar (óbvio que é uma realidade impossível para pessoas comuns). Não importa quanto tempo, o importante é criar espaço para escapar da sua vida para pensar e processar alguns assuntos.

Quais os assuntos? Tudo o que você possa imaginar, vida profissional, vida pessoal, futuro, comportamentos, atitudes das outras pessoas, o que motiva cada ação e quais as consequências, tudo que envolve relacionamentos, relação amorosa, de pais e filhos, amigos, fanatismo religioso, condutas hipócritas nas igrejas, etc. Nesse momento alguém deve fazer a seguinte pergunta por que raios essa criatura não foi estudar filosofia? Não precisa necessariamente exercer a função de filósofo para adotar essa prática, é um costume que deveria ser abraçado por todos.

No fundo eu queria compartilhar algumas das minhas reflexões, porém, nas poucas tentativas fui tachada de “viajona”. Então criei um diário onde detalhava o que acontecia comigo e como estava me sentindo, o diário é outra prática também recomendada, mas não como uma ferramenta para guardar segredos, como tradicionalmente foi associada. Nós somos criaturas esquecidas e o diário vem como uma ferramenta de armazenamento para suprir essa falha do nosso cérebro, principalmente para avaliar as mudanças que ocorreram na nossa vida/mente e que podem ter influência nas decisões. 
Com a chegada do facebook ainda escrevi alguns textos e postava no feed, porém, embora eu tenha um perfil pessoal e seja livre para utilizá-lo da forma que achar melhor, não enxergava o facebook como uma rede social adequada para esse fim. Foi então que surgiu a ideia do blog, que seria uma página totalmente pessoal e livre para postar o que quiser. Embora seja uma opção completamente pública e acessível para qualquer pessoa, não fiquei desconfortável com essa possibilidade, até porque não quero expor questões íntimas, apenas situações, ideias e opiniões. Inicialmente não tenho a intensão de divulgar para todas as pessoas, não é a finalidade atingir grandes números de visualizações e comentários, o objetivo é ser algo mais voltado para mim mesma, a pretensão é criar uma linha do tempo para avaliar a forma como eu estou refletindo no decorrer dos anos. Enfim, é isso.



Editado: Adicionando mais um motivo, tudo isso aqui é absurdamente terapêutico, estou trabalhando ao menos 3 questões que preciso melhorar em mim. Então, tenho razões bem maiores do que ser simplesmente uma blogueirinha. Finalizo com o texto retirado de uma postagem do perfil @triptaminaworld:

Nós gostaríamos que as palavras não ditas morressem no túmulo do silêncio, mas aquilo que não dizemos se acumula no corpo, enche a alma de gritos mudos, se transforma em noites sem dormir, nós na garganta, nostalgia, dúvidas, insatisfação e perda de tempo. O que não expressamos não morre, mata-nos! Quando não nos expressamos, o corpo encarrega-se de apresentar o seu próprio discurso. E isso repercute na qualidade de nossas emoções e consequentemente na nossa qualidade da nossa vida. (Autor Desconhecido). "Cada sentimento que tentamos sufocar persevera em nosso íntimo e nos intoxica". O que você não resolve na sua mente, o seu corpo transforma em enfermidade (Autor desconhecido). E quanto mais a gente esconde, mais a gente sente (A. Desconhecido). É por isso que o peito fica tão apertado. Você pode fechar os olhos para as coisas que não quer ver, mas não pode fechar o coração para as coisas que não quer sentir (Shakespeare). SE NÃO QUISER ADOECER, COLOQUE OS SEUS SENTIMENTOS PRA FORA. As emoções não expressas nunca morrem. Elas são enterradas vivas e saem de piores formas mais tarde (Sigmund Freud).

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