Ame, cuide e pense em você. Por incrível que pareça, nunca vi essa expressão com tanto brilho nos olhos. É óbvio que precisamos cuidar da saúde, aparência, autoestima e autopreservação. É o mínimo que pode ser feito por si, sem isso não é possível viver, enfrentar as circunstâncias da vida, lidar com as pessoas e evitar relacionamentos abusivos.
Porém, existe uma linha perigosa que pode te levar facilmente para o uso nocivo desse pensamento, quando passa a olhar o amor próprio de forma egoísta, vaidosa, narcisista, querendo ser o centro do universo, eu sou, eu faço, eu aconteço, estou em primeiro lugar e os outros precisam me servir. Um verdadeiro culto ao EU que é amplamente espalhado por aí, isso com certeza vende fácil e enche os olhos de muita gente.
Acredito muito na ideia de que, somente o amor de si para si não tem substância alguma, é desfeito e facilmente se dissolve. Quando você se preenche de si e está interessado apenas em se amar, não há espaço para receber amor de mais ninguém, não há necessidade que o outro te ame e é impossível ser amável. O que realmente nutre a nossa vida é a capacidade de amar o outro, é preciso ter um movimento de ligação que nos conecte com o outro em doação gratuita e genuína. Sem isso você é apenas um egoísta carente achando que todos te devem alguma coisa, procura no relacionamento aquilo que preencha esse seu vazio no peito.
É fundamental cultivar o amor próprio, tirar um tempo de solitude, organizar as ideias e colocar a cabeça no lugar, mas vamos ter cuidado para não ficar muito tempo mergulhado apenas nisso. O objetivo principal de cuidar de si é de ficar forte e melhor o suficiente para ter condições de cuidar do seu próximo, servindo, amando e sendo útil. É nisso que sempre acreditei.

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