Quem é profissional da
contabilidade e trabalha diretamente na elaboração das demonstrações contábeis,
enfrenta anualmente o desafio de entregar as demonstrações à Receita Federal
por meio da ECD (Escrituração Contábil Digital), geralmente no último dia útil
do mês de Maio, porém, devido ao estado de pandemia, foi adiado para o dia 31
de Julho.
Sempre vai existir aquele
contador chato que enche o peito para dizer “meus balanços são encerrados em
fevereiro, não espero até a data da ECD”. Tenho uma raiva dessa arrogância,
ninguém sabe as circunstâncias, os desafios e barreias que nos impedem de
antecipar, não me acho menos competente por isso, muito pelo contrário, já tive
a experiência de analisar uma contabilidade entregue nessas condições e posso
dizer, uma bela de uma porcaria.
O que sempre foi um grande
desafio transformou-se em um monstro devido a diversos fatores, principalmente
aos empecilhos da pandemia. O pior é que dessa vez eu estava sozinha em casa,
ninguém soube o que passei para tentar dar conta de tudo. Minha péssima mania
de absorver e acumular coisas simples e repetitivas, até que sejam transformadas
em uma avalanche que me atropela sem perceber, quando acordo já estou submersa
a entulhos de cargas não divididas.
Juntamente com a carga de
trabalho veio a desgaste emocional, na última semana cheguei ao ponto de passar
uma noite inteira sem dormir, dores de cabeça constantes e chorando facilmente.
Trabalhava freneticamente, minha pausa era apenas para dormir, comer, tomar
banho e fazer o treino do dia. Não estou transformando tal relato em um muro das
lamentações, essa situação é a minha circunstância ao longo de anos e tenho
bastante ciência. Deixo apenas o meu registro de que, assim como tudo o que foi
transformado e dificultado nesse período de pandemia, com meu trabalho não foi
diferente.
Vamos seguir em frente que daqui
a pouco vem mais, decidi me desafiar justamente agora que tudo saiu da minha
zona de conforto, vamos dar uma sacudida nessas estruturas.

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