Em alguma postagem citei que detalharia
melhor a teoria da preocupação x influência, então vamos lá. Em janeiro de 2019
conheci o trabalho do Stephen R. Covey através do livro Os 7 hábitos das
pessoas altamente eficazes, seguindo a indicação do Albano, responsável
pelo canal Seja uma pessoa melhor. Sem dúvida foi um dos livros que mais
trouxeram ensinamentos práticos para minha vida, seguramente será citado mais
vezes.
Ao falar sobre a proatividade, o
livro cita algumas variáveis que exercem influência em uma postura mais
proativa. E uma das maneiras mais eficazes para melhorar a proatividade é
observar onde estamos depositando nosso tempo e energia. Temos um universo de
preocupações, porém, dentro desse universo existem os pontos que podemos
interferir e os que não temos poder de influência. Vou incluir
uma imagem abaixo para melhorar a visualização.
Podemos perceber que, questões
como a economia do país, clima, desastres naturais e política estão no espaço
onde eu não tenho como exercer influência. Onde quero chegar? Estamos vivendo
um período delicado em nossa história, passando por uma pandemia viral
devastadora, além de todas as implicações que chegam junto com ela, crise
econômica, política, de saúde etc. O que eu posso fazer? Ter todos cuidados
pessoais e com aqueles próximos a mim, tentar conscientizar quem eu conheço e
ajudar o próximo através de doações. Somente! Contabilizar diariamente quantos
morreram, acumular notícias e histórias das vítimas, ficar enfurecido com as frequentes
negligências e desvio de verbas pelos políticos corruptos. O que pode acontecer?
Você vai ficar acumulando sentimentos ruins, que vão trazer prejuízos para a sua
saúde mental e não vai resolver o problema. Me diga se não é uma péssima escolha.
As pessoas ficam monitorando as notícias
para saber qual foi a próxima besteira que o presidente falou, absorvem aquilo
e ficam mal, não satisfeitas ainda espalham para todos compartilharem desse
mesmo sentimento de indignação. Ganhou o que? Se você não for um grande
influencer digital com milhões de seguidores, não for um grande empresário ou
um político, sozinho não tem influência nenhuma sobre a crise econômica ou
política. Estou pedindo para que seja um ignorante? Não. Eu mesma me deparar com
alguma notícia dessa, escolho simplesmente não depositar minha preocupação.
“As pessoas reativas, concentram
os esforços no Círculo de Preocupação. Seu foco recai na fraqueza dos outros,
nos problemas do meio ambiente, nas circunstâncias que fogem a seu controle.
Este foco resulta em atitudes acusatórias e lamentações, linguagem reativa e
postura de eterna vítima. A energia negativa gerada por essa postura, somada à
negligência com relação aos setores em que poderia atuar, provoca o
encolhimento do Círculo de Influência. Enquanto focalizamos nossas energias
nestes aspectos, fomos incapazes de progredir.”
Fixar esse pensamento é
libertador, ao menos foi para mim. Com isso só nos resta fazer dois movimentos,
ou diminuímos o nosso círculo de preocupação ou aumentamos o círculo de influência.
Inverter o sentido vai trazer prejuízos incalculáveis para nossa vida.
"Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria." André Luiz
Aproveitei o assunto para tomar mais uma decisão, fiz uma limpeza nos perfis que sigo e deixei de seguir todos os que eram dedicados exclusivamente à pauta política, ex: quebrando o tabu, cidadão consciente e até mesmo o sensacionalista. Escolho ser completamente ignorante sobre os ruídos na política, três coisas eu garanto: 1. Ficar de fora não vai fazer a menor diferença na minha vida, 2. Pouparei a minha paz que tanto prezo, e 3. Não vou encher minha cabeça com porcaria a troco de nada, dedicarei o meu tempo ao que realmente me faça bem.
Não quer dizer que ficarei completamente aversa, tenho curiosidade em me aprofundar em conceitos mais teóricos como conservadorismo, comunismo, liberalismo, entre outros, mas não está no topo da minha lista de prioridade.


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