Não tem como escapar, tudo o que
você faz ou deixa de fazer, inevitavelmente vai incomodar alguém em algum
momento, principalmente no espaço das redes sociais. A lista é grande, mas
vamos citar alguns exemplos: postar o treino, foto do corpo, da comida, da
festa, dos animais, do seu time, selfie fazendo bico, frase ou versículo
bíblico, vídeos do tik tok, declarações de amor, foto da viagem, dos filhos,
divulgação do trabalho, produção de conteúdo, propagar suas crenças, dividir
uma reflexão. Com certeza algo nessa lista já te incomodou, e é normal.
Só não é normal alguém que não se
contenta apenas em ficar desconfortável, olhar, ignorar e seguir a vida. Existe
uma necessidade absurda em tentar atingir de alguma forma, seja direcionando a
tal crítica construtiva, questionando suas atitudes, com aquele comentário em
tom irônico ou de piada, até mesmo reagindo de forma combativa, numa vaidade
para querer refutar e inflar o ego. Confesso que fiz parte isso, e com um
exercício de observação pude perceber que o meu incômodo revelava um sintoma.
Jogava holofote ao fato de que a pessoa em questão tinha aquilo que não tenho,
a coragem para fazer o que quiser, sem estar submisso ao olhar crítico do
outro.
O pior é que esse olhar do outro
exerce um poder tão forte sobre nossos atos, que em algum momento nos paralisa.
E seguimos assim, lutando para não moldar nossas ações ao que o outro espera de
nós.
De uma coisa eu sei, sua rede
social é um espaço exclusivamente seu, não é público, casa da mãe Joana e muito
menos uma democracia. Se qualquer pessoa agir com uma conduta que você julga
como desconfortável, seu dever é reagir e comunicar, se assim ainda não for o
suficiente, excluir e bloquear. Da mesma forma que ganhou o direito de ser
aceito e fazer parte do seu espaço, também pode perder.


