Eu sei que essa foto parece muito
clichê, do tipo “deixa eu fingir que estou pensativa em uma paisagem linda, passando
a impressão de que sou muito culta e filosófica” rsrs Mas se tem uma imagem que
representa fielmente quem eu sou, pode acreditar que é essa.
Hora do recreio da 4ª série, enquanto a maioria das crianças corriam e brincavam, eu procurava o lugar mais isolado e silencioso para ficar um tempo parada e sozinha (uma criança de 10 anos), na adolescência eu passava horas durante a madrugada na janela do meu quarto olhando para o nada e pensando na vida, gaseava a última aula do cursinho e apreciava o finalzinho da tarde na praia, ou sentada na praça da independência.
Até hoje preciso me policiar quando permaneço em um grupo, se não estou diretamente envolvida na conversa, começo a me isolar em meu mundo e mergulhar nos pensamentos, na maioria das vezes estou pensando inclusive sobre o assunto debatido no grupo, mas é algo interno e que só consigo compartilhar quando a ideia já está organizada na minha cabeça. Na minha mente o raciocínio está estruturado, mas fico desesperada quando eu compartilho e a pessoa não consegue entender da mesma forma, ou até distorce a opinião. No final acabo ficando só para mim mesma.
Já fui abordada algumas vezes por
estranhos na rua perguntando se estava bem, se queria conversar e tentando
evangelizar, no final eu achava graça. Antes eu me classificava como estranha e
antissocial, não gostava desse jeito e não me achava normal, já fui chamada até
de “viajona”, até conhecer um amigo com características muito parecidas, amava
passar horas conversando com ele. Hoje o autoconhecimento me fez entender os
motivos, eu realmente preciso de um tempo sozinha para organizar meus
pensamentos, descansar, recarregar as energias, refletir sobre assuntos do meu
interesse, fazer autoanálises e observar minhas atitudes diante acontecimentos
externos. Meu estilo de viagem também diz muito sobre isso. É um exercício
terapêutico! Alguém se identifica?

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