sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Eu sou sensível?

 



Uma mulher forte, independente, corajosa, decidida, desenrolada e sem frescura. Arrisco a dizer que é assim que a maioria das pessoas me enxergam, em certo grau até concordo, porém, em meio a tantas características que represente um certo rigor, é possível encontrar alguém bastante sensível, e posso afirmar com convicção que minha sensibilidade me salva. Contraditório? Basta lembrar que existe diferença entre fragilidade e sensibilidade. Fragilidade tem mais relação com nossa estrutura, com a fraqueza, já a sensibilidade é uma percepção mais aguçada sobre algumas coisas, que sente as impressões interiormente com mais profundidade.

É aquilo que te faz ficar encantada ao observar crianças brincando e toda a beleza que envolve e mora na inocência. Que permite parar, assistir ao pôr do sol, perceber a perfeição e poesia desse espetáculo da natureza. Que consegue identificar um olhar sincero e carinhoso, motivo suficiente para transformar um dia péssimo em maravilhoso. É o que te faz observar pessoas com atos de gentileza, mostrando que ainda é possível acreditar em um resquício de humanidade. É o que te faz confiar que ainda existem pessoas dispostas a doarem sua vida em amor. É o que te faz sonhar com a eternidade, enxergar bondade e beleza na vida.

É isso que me salva, que não me permite ser jogada na onda que só enxerga a barbárie humana, de quem consome e internaliza apenas as desgraças noticiadas diariamente, de quem vive mergulhado em um pessimismo crônico, de quem acorda murmurando por ter que trabalhar, que se joga em um buraco e tenta te levar junto. Que não me deixa ser engolida pela rotina e esquecer do que realmente importa na vida. De quem desprezou o ser humano, que não acredita em valores como a lealdade, fidelidade, compromisso e relações duradouras.

Acredito que ser forte e ao mesmo tempo sensível faz parte de um exercício que te leva a uma vida bem vivida, é a harmonia que busco cultivar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário