Chegamos ao fim da primeira semana
de quarentena absoluta, não lembro a última vez que estive tanto tempo sem sair
de casa. Foi uma semana intensa, principalmente no que tange as notícias circuladas
e as reações das pessoas, houve até carreata pedindo o fim da quarentena. Existe
uma disputa com aqueles que valorizam mais a preservação da saúde, e aqueles
que defendem seus empregos e fonte de renda, argumentando que sem eles a morte
vai ocorrer de fome. Sinto que as coisas acalmaram um pouco, ou talvez eu tenha
acompanhado menos. Consigo observar argumentos válidos em ambos os lados,
porém, como afirmei anteriormente, a saúde e o controle da pandemia devem ser
prioridade.
No meio disso tudo o que eu recebo?
Uma ligação. Não foi qualquer ligação, foi praticamente uma reconexão com
alguém muito especial e que não tinha um contato mais próximo por um bom tempo.
Embora a motivação tenha sido mais delicada, o fato de estar durante 1h e 37
min entre momentos tensos e risadas, foi o suficiente para elevar substancialmente
o meu nível de felicidade. Exagerado? Não me surpreende se a resposta for
sim, pouquíssimas pessoas entendem o significado que isso tem para mim.
Na minha concepção de
relacionamento, o tempo que você conhece a pessoa, o tempo de convivência, os
mais variados assuntos que foi capaz de conversar, quantas saídas ou passeios
juntos, são fatores importantes sim, mas não é tudo. Se encontro tudo isso em
um relacionamento, tenho ao meu lado uma companhia agradável e que tenho o
interesse de preservar. Porém, um vínculo forte e profundo precisa de conexão,
aquele forte ato de rasgar seu peito e abrir seu coração, dividir aquilo que
você pensa, que te aflige e te alegra verdadeiramente.
Ao sair desse período de
isolamento, que possamos repensar e reformular como estamos nos conectando de
fato com as pessoas mais queridas.
4.256 casos confirmados e 136 mortes.
Fonte: Ministério da Saúde

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